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sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Mr. Cohen

Foi na tua palavra que se fez o mundo.


Pela tua canção desfilam as mulheres,

as nuvens,

a solidão.


Na tua voz desdobram-se as sombras,

o Amor fugindo entre quatro paredes.


There ain’t no cure for love.


Suzanne espera-te

no fim do mundo

junto ao rio

Com o seu corpo

Estendido no orvalho.


As laranjas germinam na China.

E os teus poemas pairam sobre a paisagem.


PS: Por esta hora, Leonard Cohen canta no Pavilhão Atlântico.

Posso não ver a sua voz, mas ouço as suas palavras.


segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Testemunho

Não tenho andado pelos lados da escrita.A minha cabeça e o meu corpo, embora extremamente despertos e ansiosos, não têm conseguido juntar as palavras num todo coerente e inventivo.


Embora uma noite, quando estava quase a dormir, tenha composto um poema de torrente, que envolvia sonhos e mares. Adormeci, e agora é apenas uma voz desfragmentada que me ronda os pensamentos.


Não o memorizei, perdendo-o com os fiapos da madrugada.

Nem estas linhas sinto muito criativas, mas prometo não ficar por aqui

.

Prometo que, artisticamente, não morri.

Voltarei em breve, ou assim o espero.

Não.

Voltarei certamente!


Até lá, que pode ser muito brevemente, tentarei colmatar esta lacuna com poemas ou textos que encontre esquecidos.


Por agora, vou de férias.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Comentário espaçado, para descomprimir

Enganei-me, e ao ler os comentários no jornal do Público Online, carreguei no denunciar. O Site não me pediu confirmação. Não será isto demasiado descuidado?

Permitir uma denúncia tão leve e anónima pode levar a excessos de poder e à limitação da liberdade de expressão. A uma censura despreocupada e ao sabor das paixões.

domingo, 23 de novembro de 2008

Poema aparecido

Há um poema escondido na paisagem,
No silêncio da noite e nas palavras cantadas
Que se espalham pelo quarto.

Um poema que se esconde, irrequieto,
Por entre as luzes brancas e o licor
Que resta no copo vazio e mudo.

Talvez apenas se esconda no meu olhar,
Por entre a suave alegria que dança
Nos sonhos que vagueiam plácidos.

Não sei de onde veio
Mas está aqui ,
Esta alegria.

E também o poema,
Como uma canção inadiável.

Um desabafo contente no adiantar da noite.