quinta-feira, 5 de agosto de 2010
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Aforismo
Porque a nossa única certeza é este frenesi de viver.
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Poesia
domingo, 25 de abril de 2010
Apontamento para lembrar o 25 de Abril de 1974
Há 36 anos o povo nasceu de novo,
A Liberdade saiu à rua ,
Vermelha ,
Estonteada.
Há 36 anos,
No dia 25 de Abril de 1974,
O mundo clareou um pouco mais,
No lugar de um facho
Um sol.
Há 36 anos houve razão para sorrir.
Mas a Liberdade não é eterna
Nunca podemos parar de lutar.
25 de Abril sempre,
Fascismo nunca mais!
A Liberdade saiu à rua ,
Vermelha ,
Estonteada.
Há 36 anos,
No dia 25 de Abril de 1974,
O mundo clareou um pouco mais,
No lugar de um facho
Um sol.
Há 36 anos houve razão para sorrir.
Mas a Liberdade não é eterna
Nunca podemos parar de lutar.
25 de Abril sempre,
Fascismo nunca mais!
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Solidariedade
domingo, 21 de março de 2010
domingo, 14 de março de 2010
Biblioteca
Tenho apenas na biblioteca
As mãos sujas de palavras
A tinta esvaindo-se lentamente.
Tenho apenas na biblioteca
Todos os mundos,
Todos os Nomes,
Todos os países
desfilando no olhar.
Tenho apenas na biblioteca
Toda a esperança deste mundo
Reconstruída no papel
acabado de tecer.
Tenho apenas na biblioteca
pena das árvores
que acabaram de morrer.
As mãos sujas de palavras
A tinta esvaindo-se lentamente.
Tenho apenas na biblioteca
Todos os mundos,
Todos os Nomes,
Todos os países
desfilando no olhar.
Tenho apenas na biblioteca
Toda a esperança deste mundo
Reconstruída no papel
acabado de tecer.
Tenho apenas na biblioteca
pena das árvores
que acabaram de morrer.
sábado, 20 de fevereiro de 2010
Apontamento para imaginar um olhar
Uma falua clara
vinha de Istambul
galgando os limiares
entre o mar e as ilhas.
Desprendia na água o fervor
o sabor
a pimenta
e açafrão,
as línguas
corriam suavemente.
Também tu vieste de Istambul
nesse barco,
passeando no convés entre os trabalhos
A água subia-te
doce,
e
As rosas de Cabul
prendiam-se no teu olhar.
galgando os limiares
entre o mar e as ilhas.
Desprendia na água o fervor
o sabor
a pimenta
e açafrão,
as línguas
corriam suavemente.
Também tu vieste de Istambul
nesse barco,
passeando no convés entre os trabalhos
A água subia-te
doce,
pelos pés
e
As rosas de Cabul
prendiam-se no teu olhar.
Inspirado em " Maio Maduro Maio" por Zeca Afonso.
domingo, 31 de janeiro de 2010
Lisboa
Poema sujeito a modificações
Li muito e aprendi pouco na tua voz
Como no dia claro,
Aquela vez em Lisboa em que ouvimos os gritos,
O ressoar da cidade, descendo íngreme até ao rio.
Lisboa é uma cidade bonita ao sol,
Pelo brilho das ruas brancas, do Tejo
Os eléctricos que passam de quarto em quarto de hora,
O dia caindo lentamente,
a luz.
E os poetas que passam,
anónimos,
correndo pela rua,
fugindo dos carros.
Li muito e aprendi pouco na tua voz
Como no dia claro,
Aquela vez em Lisboa em que ouvimos os gritos,
O ressoar da cidade, descendo íngreme até ao rio.
Lisboa é uma cidade bonita ao sol,
Pelo brilho das ruas brancas, do Tejo
Os eléctricos que passam de quarto em quarto de hora,
O dia caindo lentamente,
a luz.
E os poetas que passam,
anónimos,
correndo pela rua,
fugindo dos carros.
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