Vivam e sejam felizes
por entre os dias
de luz e sol
de chuva e fogo
de sonhos caídos e desejos espalhados.
Deixem os julgamentos para trás,
os mundos iludidos e as teologias castradoras,
Pois neste mundo tudo é possível,
sonhando o necessário
e trabalhando ainda mais.
Rejeitem os homens de dedo em riste
de voz grossa e
cara congestionada,
debitando frases insonantes,
pendendo da autoridade esfiapada
de um pedestal de barro e desespero
Que vos gritam aos ouvidos a vossa perdição.
São eles que perdem a vida enquanto tentam ganhar outra.
Esta realidade, a quem alguns chamam insuficiente e desgraçada
é mais do que eles desejam ter nos seus sonhos mais selvagens.
Vão !Vivam! Gozem! Riam!
Somos apenas mas somos tanta coisa e tanto
Quem nos diz mínimos não sabe ver bem
não sabe sentir bem
Não sabe ficar maravilhado com o que há
E há tanto, porra, há tanto!
Há tanto entre o Sol e a Terra,
entre os limites expansíveis do universo
Mais do que somos capazes de aguentar.
Talvez não, pois a mente é uma coisa magnífica,
subestimada por quem tenta governar a Terra
e escravizar os povos em ilusões trementes.
E se há mundos e fundos só esgravatando a superfície,
porquê continuar a acreditar em outras realidades?
Por nada.
Porque vivemos tanto e tanto e tanto
Que, se quebrarmos amarras e enxotarmos as delusões
Podemos tentar beber o mundo até à última gota
e ainda ter um oceano no qual nadar.
domingo, 28 de dezembro de 2008
domingo, 23 de novembro de 2008
Feliz
Estou apenas feliz
como num dia de Sol
ou na brisa sentida da noite
debaixo do calor das estrelas claras.
Estou apenas feliz e basta.
como num dia de Sol
ou na brisa sentida da noite
debaixo do calor das estrelas claras.
Estou apenas feliz e basta.
Poema aparecido
Há um poema escondido na paisagem,
No silêncio da noite e nas palavras cantadas
Que se espalham pelo quarto.
Um poema que se esconde, irrequieto,
Por entre as luzes brancas e o licor
Que resta no copo vazio e mudo.
Talvez apenas se esconda no meu olhar,
Por entre a suave alegria que dança
Nos sonhos que vagueiam plácidos.
Não sei de onde veio
Mas está aqui ,
Esta alegria.
E também o poema,
Como uma canção inadiável.
Um desabafo contente no adiantar da noite.
No silêncio da noite e nas palavras cantadas
Que se espalham pelo quarto.
Um poema que se esconde, irrequieto,
Por entre as luzes brancas e o licor
Que resta no copo vazio e mudo.
Talvez apenas se esconda no meu olhar,
Por entre a suave alegria que dança
Nos sonhos que vagueiam plácidos.
Não sei de onde veio
Mas está aqui ,
Esta alegria.
E também o poema,
Como uma canção inadiável.
Um desabafo contente no adiantar da noite.
Algumas Palavras
Há nalgumas palavras um sabor quente, um sentido macio e reconfortante, um pequeno prazer que reside apenas nelas, desligada da pompa e circunstância que muitas vezes mutilam poemas e livros com excesso de letras .
Palavras como doce, maresia, mar, amor, sonho quente e sussurro terno.
São palavras e expressões que me agradam, apenas por dizê-las, como carícias ou beijos suaves e enternecidos. Gosto de as usar, como canções de embalar ( a palavra falua tem para mim um fascínio que remonta a uma infância melodiosa).
E depois há palavras que têm em si o mundo, toda uma forma de viver . Liberdade, Igualdade, Solidariedade, Arte Ciência Amor e Dor, palavras que fazem todo um poema, a que se dedica o tempo e o silêncio.
Palavras que são mais que palavras, são acções que se criam na sua escrita, manifestos de vidas e intenções, são uma parte da história do mundo.
É talvez por isto que eu escrevo, para perceber a realidade , o universo , para me encantar e vos encantar com os sons que o Homem criou ao longo dos tempos e o sentido que semeou nas vozes.
(Faltou-me a Saudade, a Felicidade e a Realidade.)
E a Terra, uma palavra que não se perde na paisagem.
Palavras como doce, maresia, mar, amor, sonho quente e sussurro terno.
São palavras e expressões que me agradam, apenas por dizê-las, como carícias ou beijos suaves e enternecidos. Gosto de as usar, como canções de embalar ( a palavra falua tem para mim um fascínio que remonta a uma infância melodiosa).
E depois há palavras que têm em si o mundo, toda uma forma de viver . Liberdade, Igualdade, Solidariedade, Arte Ciência Amor e Dor, palavras que fazem todo um poema, a que se dedica o tempo e o silêncio.
Palavras que são mais que palavras, são acções que se criam na sua escrita, manifestos de vidas e intenções, são uma parte da história do mundo.
É talvez por isto que eu escrevo, para perceber a realidade , o universo , para me encantar e vos encantar com os sons que o Homem criou ao longo dos tempos e o sentido que semeou nas vozes.
(Faltou-me a Saudade, a Felicidade e a Realidade.)
E a Terra, uma palavra que não se perde na paisagem.
domingo, 16 de novembro de 2008
Para Todos.
Há na vida um poema imenso que se escreve de acasos, de encontros ocasionais, de olhares leves e amizades duradouras. É um poema que se escreve no tempo e nos passos de cada um.
Por isso é que a Humanidade é um povo de poetas.
Por isso é que a Humanidade é um povo de poetas.
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
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