sábado, 21 de março de 2009

aforismo para celebrar os dias poéticos

Porque hoje é o dia mundial da Poesia, mas todos os dias são poemas .

sexta-feira, 20 de março de 2009

aforismo para lutar a falsidade em jeito de lugar comum

Se um dia me guiar por uma ideologia acrítica, e não pelo humanismo claro e a evolução constante, morrerei por dentro.

domingo, 15 de março de 2009

Devaneio no limiar do dia

No final da luz esvai-se o dia

num raiar de saudade e sonho

Que se estende pela noite e os candeeiros claros.


E quando chega o dia e o cheiro a café

Enche a nossa manhã ,

Suave,

E caminhamos entre a translucidez da madrugada

Com as luzes ainda acesas, trémulas e silenciosas

Imagino-te no silêncio da noite que passou

Dormindo quieta por entre os prédios

E os pássaros que teimam em nascer.


E os pássaros são felizes no mundo

E nos teus olhos.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Exposição "A Evolução de Darwin

Fui visitar a exposição "A evolução de Darwin" que está na Fundação Calouste Gulbenkian.

Pelo que vi na minha visita, é uma exposição bastante completa, em que se apresenta tanto a Teoria da Evolução e as suas bases , como a vida de Darwin e os vários aspectos dos locais e pessoas que contribuíram para o seu trabalho.

Na exposição está também patente, e clara, a importância da Geologia , não só para a elaboração da Teoria da Evolução , mas também na vida de Darwin.

A exposição apresenta vários vídeos documentários bastante interessantes, desde um documentário sobre a vida de Darwin, até aos depoimentos dos mentores da exposição e , como bónus, um vídeo com Richard Dawkins .

Recomendo.


Ps: Fica aqui o blog da exposição .



quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Aliteração ou Poema Selvagem

Paisagem do Tejo ,tirada em Abrantes, por Manuel Anastácio
Imagem encontrada em Wikimedia Commons



Aliteração ou Poema Selvagem




Passo paciente pelo paredão de pedra

Sonhando sorridente sensações sem sol


E no ar alto da alvorada de algas e amendoeiras

Em flor frágil e flutuante fugindo febrilmente

Vejo vozes que voam com vontade

De chegar calmamente ao cais de cal e contos

Perdidos prazenteiros pelo porto

Em esgares esgazeados de ébano esmaecido

E maresia mole e migalhas e milhares de mundos

Despedaçados docemente

No orvalho

Matinal

E na brisa

Clara

E

Escura.


E os poetas portugueses perdem-se pela paisagem parada.



Comentário espaçado, para descomprimir

Enganei-me, e ao ler os comentários no jornal do Público Online, carreguei no denunciar. O Site não me pediu confirmação. Não será isto demasiado descuidado?

Permitir uma denúncia tão leve e anónima pode levar a excessos de poder e à limitação da liberdade de expressão. A uma censura despreocupada e ao sabor das paixões.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Aforismo para não enganar a luz

Os misticismos são como um pano entre nós e o mundo. Podem originar sombras muito bonitas, mas não deixam ver o Sol.